Quarentão em plena forma física: o estilo low profile de Carlos Bonow
Fotos: Wagner Carvalho
Positivo, apaixonado pela família e com trabalhos de suceso, Carlos Bonow, agora novidade na novela “O Outro Lado do Paraíso”, contou um pouco para nós sobre vida pessoal e profissional.
Para começar, onde passou o Ano Novo? Com a família ou amigos?
Passei o réveillon na Praia Xangri-lá e Atlântida, praias do sul, praia do gaúcho de Porto Alegre. Vai muita gente pra lá, fui com esposa, filho e sogro. Antes de ir à praia, passamos o Natal em Gramado. É a quarta vez que a gente passa nesses lugares.
De onde veio sua vontade de ser ator? Teve influência de alguém?
Começou a despertar na adolescência, quando comecei a admirar determinados artistas no cinema e na televisão. Foi quando passei a olhar com outros olhos para as artes cênicas. E eu só fui amadurecendo, não tive nenhuma influência direta de ninguém, porque da minha família sou o primeiro. Agora tem meu filho, que já é um ator, por conta própria. Eu não forço nada, muito pelo contrário: ele quer, busca, procura, se interessa, enfim. Eu tenho minha prima Georgiana Bonow que é cantora, mas fui pioneiro na família.
Você tem uma carreira bem extensa na televisão, tendo estreado na Rede Globo com uma participação na novela “Gente Fina”. Qual papel você acredita que foi o mais importante? E o mais difícil de interpretar?
O mais importante foi o Gastão em “Quinto dos Infernos”. Era maravilhoso, eu amei fazer, foi um divisor de águas pra mim, porque foi onde a classe artística começou a me ver, e o público também.
Mas a escola mais importante, que preciso ressaltar sempre, foi o trabalho com o mestre Chico Anysio em “Chico Total”, melhor coisa da minha vida. Posso dizer para todo mundo que contracenei com o melhor ator do mundo, de todos os tempos. A primeira pessoa com quem contracenei na televisão foi o mestre Chico Anysio.
“Gente Fina” foi um reforço do momento que eu vivia, no sentido de começar a olhar para as artes cênicas com outros olhos, com mais carinho. Um dia, voltando de escola, o Gringo, produtor que até hoje trabalha na Globo, me chamou no meio da rua porque o ator que estava fazendo a participação sumiu, não tinha aparecido. Eles precisavam de um cara com determinado tipo físico. E aí eu desconfiei, achei estranho, era de tarde numa boate. Eu disse não, mas acabei indo depois, devagarzinho, e quando entrei o Gringo falou: “Aí, foi esse cara que eu chamei!”.
Fiz uma participação só, sem fala já que era um figurante, e foi bacana. O personagem da Lisandra Souto tinha que causar um ciúme, então ela olhava para mim, algo do tipo, foi legal.
E o mais importante: eu entrei em “O Outro Lado do Paraíso”, vou fazer o ginecologista da Suzy, que é a querida Ellen Roche, e temos uma diversão aí à vista, vai ser muito bacana.
No cinema você também já tem vários trabalhos. Tem alguma preferência em atuar para a TV ou para o cinema?
Eu não tenho preferência entre cinema, teatro e TV, para mim os três têm a mesma importância. Ainda incluo outra área que eu sempre fiz e que foi responsável pelo meu amadurecimento, me fez muito bem, me fez ficar mais preparado foi publicidade. Publicidade foi muito importante pra mim antes de fazer “O Quinto dos Infernos”, inclusive eu fui indicado em função de um comercial que estava com a Fernanda Lima. Então publicidade também me ajudou muito.
O teatro recicla o ator, pisar no palco, aquele cheiro ali da cochia, do camarim, isso recicla o ator. É importante o contato direto e imediato com público, a respiração do público junto com a sua.
A televisão é uma abrangência muito grande, uma exposição muito grande que para o artista é magnífico né, a gente quer ser exposto, a gente quer alcançar o maior número de pessoas possíveis com nosso trabalho.
E o cinema é aquela obra de arte que fica ali, na antiga película, no antigo rolo, guardada eternamente, aquele filme como se fosse uma obra de arte que quando você quer você busca e dá uma olhada. Então acho as três formas muito importante e a quarta seria publicidade, que acho muito legal.
No ano passado você participou do “Dancing Brasil”. Como surgiu o convite?
O convite do “Dancing” foi sensacional, e surgiu através da produção mesmo, que ligou pra minha empresária, a Berenice, dizendo que eles estavam querendo a minha participação no programa e eu prontamente aceitei, porque sempre pensei que um reality que eu participaria seria de dança. A “Dança dos Famosos”, na Globo, o “Dancing”, eu acho o máximo. Eu canto, faço aula com a Patrícia Maia, minha querida professora.
Tenho muitos anos de teatro, muitas peças, muito palco e me faltava a coisa da dança para ficar mais preparado para musicais, e eu queria mesmo começar a dançar. Tanto que eu continuo dançando, agora o ritmo está mais acelerado em função dos trabalhos. Mas, continuo dançando na mesma academia onde a gente ensaiava, é como uma terapia.
Você já tinha tido algum contato com a dança? Qual foi a maior dificuldade que você encontrou?
Contato profissional com a dança eu tive no “Se eu fosse você 2”, mas foi diferente: primeiro porque você tem uma câmera, qualquer coisa para, corta, pega dali, tecnicamente a exigência é diferente.
Eu era um professor de hip hop na academia, onde a comédia era mais importante. A gente ficou um mês, eu, o Tony Ramos e a Glorinha ensaiando, preparando a coreografia entre muitas piadas que o Tony contava.
Gloria Pires é minha fada madrinha, foi minha primeira coach, me recebeu de braços abertos e me falou diversas coisas que levo para a vida e repasso aos meus alunos. Ela me preparou para a primeira oficina que fiz na Globo, com Maria Carmem Barbosa cuidando do departamento de elenco. Quando ela viu no roteiro o meu nome, me passou uma mensagem tão linda que só reforça o quanto ela é realmente uma fada.
No teatro eu tinha feito o musical “Estúpido Cúpido”, onde eu era um galã junto com a Françoise Forton. Entrava de moto, cantava, não tinha uma exigência. Primeiro que as coreografias não eram muito difíceis, não tinha um nível de exigência muito alto, não tinha uma pontuação a cumprir e como eu fazia o Ted, eu podia ter meu jeito diferente dos outros de dançar, tinha uma liberdade.
O “Dancing”, nossa, foi uma maratona incrível, uma viagem espetacular e a minha maior dificuldade eu não sei qual foi, eu vejo só o lado positivo assim e as dificuldades são positivas. Então, eu tive uma sequência de dificuldades que eu tentei da melhor forma possível transformar em coisas boas. Poderia dizer uma transferência de peso, mas não foi, acho que fluiu tudo muito bem. Não ficava nervoso antes de entrar na pista, ficava ansioso. Na realidade, a maior dificuldade foi a eliminação, pronto.
Você tem um filho, Conrado, de 8 anos. Como sua vida mudou depois do nascimento dele?
O nascimento de um filho muda o nosso mundo, muda o sentido de vida, muda o emocional da gente. Cresce um órgão do lado do coração que é muito mais importante, porque o coração pode até estar ali, mas se esse outro órgão que nasce do ladinho dele não estiver feliz, não estiver batendo, você já era. Então é difícil até falar, mas filho é filho e ele é ele.
Estamos no verão, você costuma ter algum cuidado especial nesta época do ano?
Eu surfo, corro na areia, então eu aprendi que eu realmente tenho que usar protetor solar, uso protetor para o cabelo quando eu lembro, confesso. Além disso, bebo muita água, porque isso é muito importante no verão, assim como ter uma alimentação bastante saudável.
O que mais gosta de fazer para aproveitar a estação? Costuma ir à praia?
Para aproveitar a estação não vou falar de filho, esposa, porque isso cai em um lugar comum, e é em qualquer época do ano. Eu curto a praia o ano inteiro, então estou sempre dando um mergulho, que é minha terapia, sempre surfando e aproveitando o sol, que é a energia mais importante que a gente pode receber.
Você pratica algum esporte? Como faz para manter o físico?
Sim, esporte pratico vários. Além do surfe e corrida na areia eu faço treino funcional pelo menos três vezes por semana. Tem também o futebol, sou goleiro do time dos artistas, estou um pouquinho parado em função dos trabalhos, mas é uma paixão.
E sobre moda? Tem algum estilo definido?
Com relação à moda, eu sou um cara que não costuma usar coisas estampadas, tem um lado de discrição meu assim: gosto de camisas mais básicas. Mas gosto das coisas de qualidade.
Sou um cara muito da sandália, seja de couro ou radical, vou para as botas quando está mais frio, e preciso usar algum sapato em eventos.
Mas gosto mesmo de uma boa sunga, um bom óculos escuro e a corrida na areia: essa é minha moda. Sou um cara mais discreto, mas gosto de coisas de qualidade.
O ano está apenas começando… E você já tem muitos planos? O que espera de 2018?
2018 já começou acelerado! Novela já estou gravando, possivelmente estarei no ar em breve. A gente reestreia também a peça “O Jogo do Amor”, que eu dirigi, o texto é do Vítor Frad e no elenco tem Aline Riscado e Felipe Roque, em cartaz no Teatro dos Grandes Atores – Sala Vermelha.
Ainda no teatro, pode ser que “Cinco Homens e Um Segredo” volte aos palcos. Eu e Carla Araújo, do grupo Gratthus, damos aulas de teatro para crianças, adolescentes e adultos.
Ping-Pong
- Nome: Carlos André Bonow Neto
- Idade: 44
- Local de nascimento: Rio de Janeiro/RJ
- Peso: 98kg
- Altura: 1,91m
- Apelido: A maioria das pessoas chama de Bonow
- Qual é sua maior qualidade? Melhor perguntar para quem convive comigo
- E seu maior defeito? Prefiro não comentar
- O que você mais aprecia em seus amigos? A amizade deles
- Sua atividade favorita é: Atuar
- Qual é sua ideia de felicidade? Olhar para o meu filho e vê-lo sorrir
- Quem você gostaria de ser se não fosse você mesmo? Eu mesmo. Sou geminiano mas, nesse caso, só tenho um lado
- E onde gostaria de viver? No Rio de Janeiro mesmo, mas um Rio pacífico
- Qual é sua viagem preferida? Ainda vai acontecer, estou planejando com minha mulher e meu filho
- Qual é sua cor favorita? Azul
- E qual é sua comida favorita? Um bom churrasco
- Um animal: Cachorro
- Quais são seus atores preferidos? Chico Anysio e minha fada madrinha Gloria Pires
- E seus cantores? Bono Vox
- O que você mais detesta? Falta de educação
- Que dom você gostaria de possuir? Tocar violão bem
- Uma mania: Trabalho
- Um sonho de consumo não realizado: Prefiro não comentar, gosto de olhar para as realizações
- Uma lembrança de infância: Meus avós. Tenho um avô que completa 99 anos dia 12 de janeiro
- Qual é seu maior medo? Não gosto de falar de meus medo, dificuldades…
- O que o irrita? Os políticos, que comandam um país de dentro de um escritório
- O que ou quem é o maior amor de sua vida? Minha família e amigos
- O que você considera a sua maior conquista? Ter formado minha família
- Qual é o seu maior tesouro? Meu filho!
- Defina-se em uma palavra: Bonow